ESCLEROTERAPIA
ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA
CIRURGIA DE VARIZES
DOENÇAS ARTERIAIS
  • ESCLEROTERAPIA

    Para quais casos é recomendado?

    A escleroterapia é indicada para o tratamento das varizes telangiectasias, os “micro vasinhos” que surgem gradativamente nas pernas. Elas são formadas por pequenas veias que dilatadas passam a ser visíveis através da pele. Normalmente, estas veias são de coloração vermelha ou arroxeada e tem a forma de “teias de aranha”.

    Como é o procedimento?

    Os vasinhos são eliminados com a injeção de uma substância esclerosante, um líquido irritante, que irá “secar” a veinha e fazê-la desaparecer. A administração é realizada através de agulhas extremamente finas.
    Para melhor efeito da aplicação é indispensável o uso de compressão. Meias ou ataduras devem ser mantidas por 2 a 3 horas após o procedimento.

    Essa técnica é usada há várias décadas, sendo considerada o padrão ouro de tratamento das telangiectasias (veias em forma de teia de aranha) e veias reticulares (pequenas veias azuladas sem dilatação).

    Nós da Clínica de Varizes utilizamos a substância etanolamina – que é potente e causa menos dor – associada à glicose em concentração de 50% – que não causa alergia – no procedimento. Assim garantimos, dentro de rígidos parâmetros de segurança, a melhor eficácia com o menor risco de complicações. Já que

    O tratamento é feito com aplicação em sessões subsequentes, determinadas a partir da avaliação inicial feita pelo cirurgião vascular.

    Imediatamente após as aplicações, os auxiliares da clínica realizam uma leve massagem com uma substância refrescante. Depois, auxiliam na colocação da meia elástica que deverá ser usada por no mínimo 2 horas após o procedimento.

    Como é o preparo?

    Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo. O procedimento pode ser realizado no intervalo das atividades diuturnas.

    Como é o pós-procedimento?

    As atividades de rotina, tanto no trabalho, nas atividades esportivas, quanto em casa, podem ser normalmente continuadas.

    Não há necessidade de evitar o sol após as aplicações.

  • ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA

    Para quais casos é recomendado?

    A escleroterapia com espuma ecoguiada é uma opção no tratamento de insuficiência venosa crônica, sendo alternativa à cirurgia de varizes. Normalmente, é utilizada para tratar as varizes mais grossas e tortuosas ou para tratamento de insuficiência venosa crônica associada às úlceras varicosas.

    Como é o procedimento?

    O processo é relativamente simples: com o auxílio de ultrassonografia o especialista punciona a veia a ser tratada e injeta uma substância esclerosante, o polidocanol. Essa substância, na forma de uma espuma densa, ocupa o lugar do sangue dentro do vaso fazendo a veia se contrair e desaparecer com o tempo.

    Após ser realizada a aplicação, os auxiliares da Clínica de Varizes, ajudam na colocação da compressão elástica, que deve ser mantida por no mínimo 3 dias.

    Como é o preparo?

    Não é necessário jejum ou qualquer tipo de preparo.

    Como é o pós-procedimento?

    Não é necessário qualquer tipo de repouso.

    Caminhadas podem e devem ser realizadas, sendo benéficas ao resultado.

    É necessário manter as meias de compressão por no mínimo 5 dias.

    Neste caso, ao contrário da escleroterapia convencional deve-se evitar exposição ao sol pois ela pode causar manchas escuras na pele. Se necessária a exposição, usar filtro solar fator 30 ou superior.

    Gostamos de acompanhar os resultados e por isso recomendamos revisões sistemáticas.

  • CIRURGIA DE VARIZES

    Para quais casos é recomendado?

    A cirurgia de varizes é indicada no tratamento de insuficiência venosa crônica. O procedimento consiste em retirar as veias de médio e grosso calibre que estão causando dificuldade no retorno de sangue das pernas para o coração.

    Como é o procedimento?

    A partir do exame e da ecografia vascular, é possível determinar quais veias estão insuficientes e devem ser retiradas. Elas podem ser as veias safenas, veias colaterais, veias perfurantes ou veias reticulares.

    Dependendo do caso, as veias podem ser retiradas por incisões ou com o uso de pequenos ganchos – similares a agulhas de crochê.

    Após o procedimento, que tem duração média de duas horas, é necessário apenas aguardar a recuperação da anestesia e a alta hospitalar é no mesmo dia.

    Como é o pós-procedimento?

    Você sai caminhando normalmente do hospital, só não pode dirigir por causa da anestesia. Na manhã seguinte é possível retomar suas atividades.

    Em uma semana são retirados os curativos e você está liberado para qualquer exercício físico, incluindo academia. Nas mulheres, recomendamos o uso de meias elásticas por um período de 10 dias.

    A cirurgia de varizes costuma ser indolor e receitamos apenas anti-inflamatórios.

  • DOENÇAS ARTERIAIS

     

    Doença arterial Obstrutiva periféricaDoença Arterial Carotídea Doença Aneurismática

  • É uma situação que ocorre quando os vasos sanguíneos responsáveis por levar o sangue para nutrir as extremidades – como braços e pernas – estão obstruídos ou sofrem estreitamentos significativos.

    Ela é mais comum nos membros inferiores, mas também pode aparecer nos superiores. Grande parte dos pacientes acometidos são assintomáticos, ou seja, não apresentam qualquer queixa ligada a doença.

    Este fato pode dificultar o diagnóstico precoce, um ponto fundamental para o início do tratamento e a melhora das chances de uma evolução positiva da doença. A DAOP é mais frequente nos homens, mas também pode acometer mulheres.

    Sua causa mais comum é a aterosclerose, fenômeno em que ocorre o acúmulo de placas de ateroma (gordura, proteínas, cálcio e células da inflamação) na parede dos vasos sanguíneos, sendo estas que causam os estreitamentos e obstruções, levando a dificuldade da progressão do sangue, oxigênio e nutrientes para os tecidos dos membros como músculos, nervos, ossos e pele.

    O principal sintoma é a claudicação, ou seja: dificuldade para caminhar devido a dor intensa na panturrilha (batata da perna), eventualmente na coxa e glúteo e que cessa depois de alguns minutos de repouso.

    Nos estágios mais avançados da doença podem haver: dor em repouso, redução da temperatura das pernas, formigamentos e, eventualmente, aparecimento de feridas pela falta extrema de suprimento sanguíneo.

  • A doença arterial carotídea acontece quando há um estreitamento das artérias carótidas, as responsáveis por levar o sangue até o cérebro. Este estreitamento pode ser responsável por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), também conhecidos como derrames.

    O estreitamento das artérias é resultado do acúmulo de gordura no seu interior. Pequenos fragmentos dessa gordura podem se soltar e causar entupimento em artérias do cérebro, isso gera o bloqueio da passagem de sangue para uma determinada região, provocando uma isquemia.

    Na maioria das vezes, a primeira manifestação é o derrame, há alguns casos em que o evento é passageiro, durando de minutos até algumas horas, e é chamado de ataque isquêmico transitório (AIT). Os sintomas, tanto do AVC quanto do AIT são similares e incluem: fraqueza e dormência de um dos lados do corpo, inabilidade de controlar os movimentos de uma perna ou braço, perda temporária de parte da visão, dificuldade de comunicação, tonturas e confusão mental.

    Dependendo do grau de obstrução das artérias e da presença ou não de sintomas, o tratamento pode variar desde a mudança de estilo de vida e medicações, até a necessidade de uma cirurgia chamada endarterectomia carotídea – consiste na retirada das placas de gordura calcificadas do interior da artéria.

  • Aneurismas são dilatações dos vasos sanguíneos que podem acometer qualquer segmento do nosso corpo. Os vasos mais atingidos são a aorta, as artérias cerebrais e, mais raramente, as artérias periféricas e de órgãos intestinais.

    Afeta mais homens do que mulheres e ocorre, normalmente, após os 50 anos de idade. Trata-se de uma patologia multifatorial que pode decorrer de predisposição genética ou outros fatores como hipertensão arterial, tabagismo, colesterol elevado, idade avançada e até mesmo alguns tipos de infecções.

    Habitualmente, o diagnóstico é feito de forma incidental com um achado em um exame de imagem (USG, tomografia, ressonância, etc.). Porém, os aneurismas podem levar ao aparecimento de sinais e sintomas como uma tumoração pulsátil na barriga ou em outras regiões, dor por compressão de estruturas vizinhas, trombose da artéria acometida ou, em casos mais graves, a ruptura do aneurisma que configura uma emergência – infelizmente, nesses casos, as taxas de mortalidade são superiores a 90%.

    O tratamento pode ser realizado de diversas formas: o acompanhamento clínico nos aneurismas de pequeno tamanho; tratamento cirúrgico para a retirada do aneurisma; sua exclusão e o tratamento endovascular através de pequenos acesos nas virilhas para a introdução de endopróteses; e outros dispositivos.