INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA
DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA
DOENÇA ARTERIAL CAROTÍDEA
DOENÇA ANEURISMÁTICA
ÚLCERA VARICOSA
  • INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA

    Sensação de cansaço, dores nas pernas, edema (inchaço), presença de varizes ou microvarizes aparentes, manchas, câimbras e feridas (úlceras) que não cicatrizam, são, invariavelmente, as queixas que levam o paciente a procurar um cirurgião vascular.

    Varizes dos membros inferiores são veias dilatadas e tortuosas que se tornam visíveis ou palpáveis através da pele. Originam-se de veias pré-existentes que se tornam contraproducentes e prejudiciais quando adoecem.

    A parede das veias pode ser constitucionalmente fraca por razões hereditárias e este defeito genético se acentua sob determinadas condições, entre as quais destacam-se fundamentalmente as alterações hormonais, como ciclos menstruais, gestações, uso de anticoncepcionais, menopausa, flebites, traumatismos, etc. A dilatação e, consequentemente, a ramificação progressiva das varizes é que acaba por gerar dores e danos estéticos.

    Características
    A doença de varizes é mais comum entre as mulheres. São elas também, por evidentes razões estéticas, as que mais frequentemente procuram o cirurgião vascular.

    Ao contrário do que muita gente pensa, sol, depilação a cera quente, corrida, alimentação, fumo e cruzar as pernas são fatores praticamente desprezíveis no aparecimento de varizes.

    As varizes essenciais (ou primárias) das pernas podem e devem ser sistematicamente eliminadas, sem prejuízos ao organismo e com melhora das condições circulatórias venosas.

    Mas essas veias não fazem falta? Não, pelo contrário, a retirada destas veias propicia uma melhora na circulação sanguínea dos membros inferiores reduzindo ou acabando com os sintomas.

    O tratamento das varizes é muito mais simples do que se costuma supor e bem menos agressivo do que as consequências da doença. Ao tratar precocemente o problema, o paciente se livra dos incômodos dolorosos e estéticos, evitando manchas, flebites e úlceras que acabam por comprometer os resultados.

    Depois de eliminadas, as varizes não voltam. Porém, em alguns casos, pode ocorrer que outras veias apareçam, de acordo com as características hereditárias do indivíduo.

    Tratamentos
    Alguns métodos estão disponíveis para o tratamento das varizes. A escolha é individualizada para cada paciente e varia de acordo com o tamanho e as características das veias.

    Escleroterapia Líquida
    Um dos métodos é a escleroterapia líquida, que consiste em injeções para “secar” varizes. Destina-se basicamente às veias de menor calibre, como as que assumem aspecto de teia de aranha.
    Continua sendo o método de escolha dos especialistas. É eficaz, seguro e permite obter resultados estéticos imediatos e gratificantes. Não há contraindicações importantes e não se exige nenhuma forma de repouso, permitindo ao paciente, inclusive, tomar banho de sol.

    Escleroterapia com Espuma
    Há também a possibilidade de tratamento das veias varicosas com o uso de espuma, é um procedimento realizado no consultório, sem necessidade de nenhum repouso e com excelente resultado no tratamento da insuficiência venosa.

    Cirurgia de Varizes
    Outro método terapêutico é a cirurgia de varizes, que se destina às varizes de maior porte, que fazem saliência através da pele. Ela é um procedimento simples, realizado em caráter ambulatorial e oferece um resultado estético plenamente satisfatório.

    Nela pode ser feita a retirada das veias enfermas de duas formas:

    com o auxílio de uma agulha, introduzida através de pequenos orifícios, tão pequenos que não necessitam de sutura;
    ou ser realizada com o endolaser, uma técnica moderna que utiliza a energia térmica do laser para secar os vasos sem a necessidade de retirá-los.
    O paciente submetido a uma cirurgia de varizes pode ser liberado depois de uma semana, inclusive para práticas esportivas.

  • DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA

    É uma situação que ocorre quando os vasos sanguíneos responsáveis por levar o sangue para nutrir as extremidades – como braços e pernas – estão obstruídos ou sofrem estreitamentos significativos.

    Ela é mais comum nos membros inferiores, mas também pode aparecer nos superiores. Grande parte dos pacientes acometidos são assintomáticos, ou seja, não apresentam qualquer queixa ligada a doença.

    Este fato pode dificultar o diagnóstico precoce, um ponto fundamental para o início do tratamento e a melhora das chances de uma evolução positiva da doença. A DAOP é mais frequente nos homens, mas também pode acometer mulheres.

    Sua causa mais comum é a aterosclerose, fenômeno em que ocorre o acúmulo de placas de ateroma (gordura, proteínas, cálcio e células da inflamação) na parede dos vasos sanguíneos, sendo estas que causam os estreitamentos e obstruções, levando a dificuldade da progressão do sangue, oxigênio e nutrientes para os tecidos dos membros como músculos, nervos, ossos e pele.

    O principal sintoma é a claudicação, ou seja: dificuldade para caminhar devido a dor intensa na panturrilha (batata da perna), eventualmente na coxa e glúteo e que cessa depois de alguns minutos de repouso.

    Nos estágios mais avançados da doença podem haver: dor em repouso, redução da temperatura das pernas, formigamentos e, eventualmente, aparecimento de feridas pela falta extrema de suprimento sanguíneo.

  • DOENÇA ARTERIAL CAROTÍDEA

    A doença arterial carotídea acontece quando há um estreitamento das artérias carótidas, as responsáveis por levar o sangue até o cérebro. Este estreitamento pode ser responsável por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), também conhecidos como derrames.

    O estreitamento das artérias é resultado do acúmulo de gordura no seu interior. Pequenos fragmentos dessa gordura podem se soltar e causar entupimento em artérias do cérebro, isso gera o bloqueio da passagem de sangue para uma determinada região, provocando uma isquemia.

    Na maioria das vezes, a primeira manifestação é o derrame, há alguns casos em que o evento é passageiro, durando de minutos até algumas horas, e é chamado de ataque isquêmico transitório (AIT). Os sintomas, tanto do AVC quanto do AIT são similares e incluem: fraqueza e dormência de um dos lados do corpo, inabilidade de controlar os movimentos de uma perna ou braço, perda temporária de parte da visão, dificuldade de comunicação, tonturas e confusão mental.

    Dependendo do grau de obstrução das artérias e da presença ou não de sintomas, o tratamento pode variar desde a mudança de estilo de vida e medicações, até a necessidade de uma cirurgia chamada endarterectomia carotídea – consiste na retirada das placas de gordura calcificadas do interior da artéria.

  • DOENÇA ANEURISMÁTICA

    Aneurismas são dilatações dos vasos sanguíneos que podem acometer qualquer segmento do nosso corpo. Os vasos mais atingidos são a aorta, as artérias cerebrais e, mais raramente, as artérias periféricas e de órgãos intestinais.

    Afeta mais homens do que mulheres e ocorre, normalmente, após os 50 anos de idade. Trata-se de uma patologia multifatorial que pode decorrer de predisposição genética ou outros fatores como hipertensão arterial, tabagismo, colesterol elevado, idade avançada e até mesmo alguns tipos de infecções.

    Habitualmente, o diagnóstico é feito de forma incidental com um achado em um exame de imagem (USG, tomografia, ressonância, etc.). Porém, os aneurismas podem levar ao aparecimento de sinais e sintomas como uma tumoração pulsátil na barriga ou em outras regiões, dor por compressão de estruturas vizinhas, trombose da artéria acometida ou, em casos mais graves, a ruptura do aneurisma que configura uma emergência – infelizmente, nesses casos, as taxas de mortalidade são superiores a 90%.

    O tratamento pode ser realizado de diversas formas: o acompanhamento clínico nos aneurismas de pequeno tamanho; tratamento cirúrgico para a retirada do aneurisma; sua exclusão e o tratamento endovascular através de pequenos acesos nas virilhas para a introdução de endopróteses; e outros dispositivos.

  • ÚLCERA VARICOSA

    A insuficiência venosa crônica tem diversos níveis de gravidade, podendo se manifestar como (da menor para maior gravidade):

    Vasinhos, chamados de teleangiectasias;
    Grandes varizes tortuosas, alterações de pele como dermatite ocre (escurecimento da pele por deposição de ferro) ou lipodermatoesclerose (endurecimento da pele e camadas mais internas);
    Feridas de difícil cicatrização conhecidas como úlceras varicosas ou venosas.
    Estima-se que até 5% da população acima de 65 anos seja afetada por esse tipo de úlcera. A predisposição genética é o principal fator de risco para insuficiência venosa crônica, mas quando associada ao sedentarismo, obesidade e falta de prevenção, o surgimento de úlceras se torna mais frequente.

    A ferida pode ter fundo avermelhado ou amarelo branquicento e situa-se habitualmente na face interna da perna, podendo causar diferentes graus de dor.

    Diagnóstico
    O diagnóstico da úlcera varicosa é clínico e visa, principalmente, descartar outros problemas que podem causar feridas como doenças arteriais, infecções, ou até mesmo alguns tipos de câncer.

    O cirurgião vascular é o especialista devidamente capacitado para fazer esse diagnóstico podendo definir a necessidade de exames complementares e o melhor tratamento para cada caso.

    Tratamento
    O tratamento da úlcera venosa é dividido em 3 passos:

    1. Tratamento da ferida

    O tratamento da ferida visa manter a lesão sem infecção ou colonização por bactérias e fungos, garantindo a melhor chance de cicatrização possível. Para isso, por vezes, é necessário o uso de coberturas especiais (materiais industrializados).

    2. Compressão

    Parte fundamental do tratamento da úlcera venosa é a compressão através de meias elásticas, ataduras ou mesmo dispositivos especiais para compressão de feridas. Isto garante uma redução da pressão venosa no local, diminuindo a estase venosa e propiciando melhores condições para o fechamento da ferida.

    3. Tratamento da Insuficiência Venosa

    A cirurgia de varizes, nestes casos é contraindicada, porém há outros métodos disponíveis como a escleroterapia com espuma ecoguiada ou o endolaser.